Investidores debateram o mercado de fusões e aquisições em tecnologia na última terça-feira (25), em evento realizado pelo KLA em parceria com a Baker Tilly, no restaurante Praça São Lourenço, em São Paulo.
O encontro reuniu Alencar Berwanger, conselheiro da Senior Sistemas; Barbara Alvim, sócia da Ória Capital e especialista em investimentos e gestão de portfólio; e Elton Porpino, sócio-diretor e cofundador da Limine DTVM, com mais de 30 anos de mercado financeiro. A mediação ficou a cargo de Karin Alvo, sócia de Direito Societário, Fusões e Aquisições do KLA, e de Luis Bracourt, sócio e head de M&A da Baker Tilly.
O Brasil registrou 274 negócios de TI em 2025, alta de 44% em relação a 2024 e o maior volume dos últimos quatro anos. Pela primeira vez em uma década, o M&A estratégico superou a captação financeira no país, com 148 negócios estratégicos contra 126 aportes de private equity.
No mundo, cerca de US$ 2 trilhões em capital não alocado seguem à espera do alvo certo, num cenário que a Baker Tilly descreveu como o “paradoxo do vencedor”: tecnologia lidera o valor negociado em M&A globalmente, mas é também o setor com o menor índice de confiança entre os líderes que fecham negócios, hoje em 52 pontos de 100.
A incerteza aumentou a seletividade dos compradores e alongou os processos, que passaram de cerca de 205 dias em 2020 para 264 dias em 2025. Entre os critérios que mais pesam hoje na decisão de compra, a adoção real de IA pela base de clientes, refletida na margem bruta da empresa, aparece à frente de receita recorrente e verticalização de negócio.
Karin Alvo trouxe ao debate a dimensão regulatória do setor: propriedade intelectual do software assegurada em nome da sociedade, conformidade com a LGPD mesmo em empresas pequenas e revisão contrato a contrato diante da reforma tributária. Segundo ela, soluções fiscais já se tornaram uma tese recorrente de M&A no Brasil.
A Baker Tilly preparou um e-book com os principais insights do evento. Clique aqui para conferir.