O retorno da Companhia City ao mercado paulistano, agora sob nova gestão, reacendeu discussões sobre o futuro urbanístico de alguns dos bairros mais tradicionais e valorizados de São Paulo. Em reportagem publicada pelo Metro Quadrado, a sócia de Direito Imobiliário Luanda Backheuser, analisou os possíveis impactos da revisão das restrições urbanísticas historicamente impostas pela loteadora.
Responsável pelo desenvolvimento de bairros como os Jardins, Pacaembu e Morumbi ao longo do século passado, a Companhia City voltou a operar na capital paulista após ser adquirida pelo executivo Leonardo Paranaguá. Entre os ativos estratégicos da empresa está a prerrogativa de revisar regras convencionais de uso do solo aplicáveis às áreas originalmente loteadas pela companhia.
Na avaliação de Luanda, eventuais atualizações dessas restrições podem abrir espaço para uma nova frente de desenvolvimento urbano em regiões altamente consolidadas da cidade.
“A City tem um legado muito grande por causa da influência que exerceu no desenvolvimento urbano da cidade. Agora, pelo meu entendimento, ela pode e deve revisar essas restrições para adequar o passado ao presente”, afirmou a sócia do KLA ao Metro Quadrado.
Segundo a reportagem, bairros como Jardim Guedala e Jardim Everest ainda possuem limitações voltadas exclusivamente ao uso residencial unifamiliar, refletindo um modelo urbano pensado para uma realidade social e familiar de décadas atrás. Nesse contexto, Luanda destaca a importância de discutir mecanismos de modernização compatíveis com as demandas atuais da cidade, preservando, ao mesmo tempo, as características urbanísticas dessas regiões.
A possível flexibilização dessas regras é acompanhada com atenção pelo mercado imobiliário, especialmente diante da escassez de áreas disponíveis para novos empreendimentos em bairros nobres da capital paulista.
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